Livra-te das tuas inseguranças

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Aprende a lidar com as críticas e com a rejeição.

Há duas coisas que podem alimentar as tuas seguranças ou inseguranças. Ou seja, que te tornam numa pessoa segura ou insegura.

Hoje em dia considero-me alguém seguro, alguém que acredita nele, que sabe o seu valor. Alguém que tem consciência dos seus defeitos, alguém que sabe que não é perfeito, porque sim, estou muito longe de ser perfeito. Mas alguém que hoje tem facilidade em pedir desculpa. 

Aquilo que eu acredito que nos traz segurança ou insegurança, é não fazer depender aquilo que é o nosso valor, da opinião dos outros. Uma coisa é aquilo que é o teu valor, aquilo que tu acreditas que és, outra coisa é o que os outros acreditam que tu és. O teu valor face ao que tu fazes, ou não fazes, ou que os outros acham que deverias fazer. 

As nossas seguranças ou inseguranças vêm da crítica e da rejeição que nós recebemos.

Se eu for um pouco atrás, à minha infância ou adolescência, sem sombra de dúvida que a minha falta de autoestima, de autoconfiança, de amor próprio, tinha muito a ver com o feedback que eu recebia das outras pessoas. Nomeadamente, as pessoas que me eram mais próximas: pai, mãe e irmão, que eram aquelas pessoas que me rodeavam enquanto me ia desenvolvendo enquanto Ser Humano. 

É aquela fase entre os 7 e os 13, 14, 15 anos, que nós vamos construindo e consolidando aquilo que é a nossa personalidade, vamos criando os nossos pilares, vamos de alguma forma desenvolvendo crenças sobre nós próprios, vamos criando algumas regras e desenvolvendo as nossas cadeias de valor.

E é nessa altura que muitas vezes a insegurança começa a ser desenvolvida, porque nós começamos a desenvolver a necessidade de validação externa. 

Depois, há sem dúvida nenhuma, uma parte que tem a ver com a nossa personalidade. 

Conheço pessoas que tiveram essa validação, com o pai, com a mãe que sempre os apoiou, deram feedback positivo, mas que de alguma forma, elas próprias não conseguiam acreditar nisso. 

Às vezes tem a ver com perfeccionismo, porque temos uma ideia perfeita do que queremos acreditar, sobre o que devemos ou não valorizar. 

E é quase inatingível alcançar aquela imagem que nós temos de nós próprios. 

Por isso, toda a validação externa e todo o apoio externo que nós temos, nunca vai ser suficiente. O teu standard é tão elevado, que a validação externa não adianta nada.

A tua segurança ou insegurança é diretamente proporcional e tem a ver, com aquilo que é o teu modelo de mundo, ou seja, com a forma como tu vês o mundo. Isso tem a ver com a projeção que tu fazes do futuro.

Afinal, a insegurança tem a ver com o medo. E o medo é uma emoção que nada mais é do que a projeção no presente daquilo que poderá (ou não) acontecer no futuro. 

É quando estamos no agora e olhamos para algo que ainda não aconteceu, e nós criamos uma visão que não está de acordo com a nossa identidade e os nossos objetivos.

Por exemplo, na prova que eu fiz do Ironman, eu tinha dois grandes objetivos: aprender e divertir-me. 

Estabeleci para mim um objetivo fácil. Porque era impossível que eu vivesse algo em que eu não aprendesse. 

O meu outro objetivo nessa prova era divertir-me. Ou seja, não estar preso a um objetivo de tempo, de treino, físico, e sim divertir-me com o processo. 

E sem dúvida alguma, tinha por objetivo dar o meu melhor. 

Traça objetivos que te desafiem, mas que tu possas viver, e que também sejam importantes para ti. 

E que possas ter uma aprendizagem, para que independentemente daquilo que aconteça, te possa trazer valor.

Há objetivos em que não desfrutamos do processo. Chegamos ao fim cansados, achamos que foi duro, foi desafiante, teve consequências e não nos divertimos. 

Pode até ter sido algo importante, algo que tu querias muito para ti, mas não viveste nada. Porque tudo aquilo em que te estavas a focar era um objetivo só. 

Junta a qualquer objetivo, esses objetivos secundários: aprendizagem e diversão. 

Pergunta-te: o que podes aprender com esse processo? 

O objetivo da aprendizagem é um objetivo que podes ter, independentemente do resultado que tenhas.

E a diversão está em olhar para trás e ver o que o processo de treino trouxe para a minha vida.

Se calhar, a diversão tinha sido pegar na bicicleta e apoiar os outros.

Insegurança tem a ver com projetarmos algo no futuro e vermos dificuldade, vermos a possibilidade da falha, que não vamos conseguir, que não estamos preparados. 

E a verdade é que nunca estás preparado, pois há sempre condicionantes que não controlas. E isso é a vida. 

Ser feliz no processo é o que torna o objetivo importante. 

E como podemos sentir-nos seguros? 

Sem dúvida alguma, o que nos torna inseguros é a crítica e a rejeição – quando alguém externo nos critica ou nos rejeita. 

Há uma norma na crítica que eu adotei para mim há muito tempo: 

“Não aceites críticas construtivas de quem nunca construiu nada.”

Porque há pessoas, até nossos amigos ou familiares, que te dizem que vão fazer uma crítica construtiva, e tu olhas para a vida delas, e elas nunca contruíram nada. 

Muitas vezes, como essas pessoas nunca construíram nada (porque têm medo de ousar ser a pessoa que elas precisam de ser para construir algo) elas acabam por não quererem que outros o façam. Porque se alguém faz, quem vai ficar inseguro são eles, que não têm coragem para mudar. 

Normalmente aquelas pessoas que te querem no conforto, são aquelas pessoas que nada construíram e têm a necessidade de te manter no nível delas. 

Esse é o primeiro ponto. Não aceites críticas de quem não construiu nada. 

Segundo, tem em mente que o que te estão a dizer é apenas uma opinião. 

E todos nós temos a nossa opinião. E cada opinião tem a ver com aquilo que é o modelo do mundo de cada pessoa. 

Então, quando alguém te diz algo, isso tem a ver com a visão que ela tem de ti, não tem a ver com quem tu verdadeiramente és. 

Nós temos a tendência de criticar nos outros, aquilo que nós não temos em nós mesmos, ou que temos em nós e não gostamos. 

Quando alguém critica algo em nós, muitas vezes é o efeito espelho. A pessoa está a ver algo em nós que ela não gosta nela. 

Se calhar, a falta de coragem em sair da zona de conforto, a falta de compromisso, a falta de disciplina. Ela está a projetar em ti, algo que ela não tem. E, sem dúvida alguma, a necessidade que ela tem de te manter no mesmo nível dela. 

Muitas vezes, a própria pessoa que nos critica é a que tem baixa autoestima. 

Por isso, tens que desenvolver a tua própria autoimagem. 

Se utilizares estas críticas a teu favor, tu vais crescer com elas. 

A razão pela qual eu sou o que eu sou hoje, é pela crítica a que eu mesmo me sujeitei. 

Há 13 anos atrás, quando me candidatei para ser Coach da equipa do Tony Robbins, eu passei por um processo de seleção, de formação, muito intenso, totalmente fora da minha zona de conforto. 

Durante esses dias, o medo de errar, de ser rejeitado, fizeram com que eu ficasse na minha zona de conforto. E isso fez com que eu ficasse na segunda linha. E quando terminou o processo de seleção para ser Coach da Equipa do Tony, eu não fui selecionado. 

O que me disseram é que acreditavam que eu era um bom Coach, mas que não viram isso durante o meu processo. 

Então eu pedi que me colocassem o que eu precisava melhorar por escrito. Ou seja, eu pedi feedback, que nada mais é do que uma crítica. 

Eu recebi uma folha A4 de feedback com críticas duríssimas. 

Coloquei uma cópia no meu escritório, uma cópia no espelho da casa de banho e outra na porta do frigorífico. 

Durante 2 anos aquele feedback acompanhou-me. E quando me inscrevi novamente para ser Coach do Tony, fui selecionado. 

A forma como eu entrei em sala, a minha atitude, foi completamente diferente. 

Ou seja, usei a crítica a meu favor. 

Tu precisas de usar a crítica a teu favor, independentemente da forma como ela te é transmitida. 

Normalmente as pessoas dão-te feedback assim: 

“Tu és isto.”

Ao invés de te dar o feedback no comportamento, ao invés de serem severos com o erro e gentis com a pessoa, fazem crítica direta à identidade da pessoa. 

Ou seja, focam-se na identidade e não no comportamento. 

Ainda assim, cabe a cada um fazer esta separação. 

Precisas de viver um daqueles 4 acordos ou verdades do Dom Miguel Ruiz, que te diz para não levares nada a peito, não levares nada para o campo pessoal.

Quando dizem algo sobre ti, na verdade dizem sobre a visão delas sobre ti.

Se levares isso para o campo pessoal, aquilo que vai acontecer é que a imagem que tu tens de ti próprio, vai ficar presa à imagem que essa outra pessoa tem de ti. 

E o curioso é que muitos de nós temos várias pessoas que gostam de nós, que nos dão feedbacks positivos, que nos fazem ser melhores, e nós apenas nos fixamos em 1 ou 2 pessoas que nos criticam. 

Isto é outro treino que tens que fazer. Desenvolveres o foco apreciativo, aprenderes e divertires-te com o processo. 

E ainda existe a rejeição. 

Um dos maiores erros do ser humano é a rejeição. Porque nós temos uma necessidade de validação, e quando não temos essa validação, isso afeta a nossa segurança, autoestima, autoconfiança e amor próprio.

Tu precisas desenvolver em ti a capacidade de lidar com a rejeição. 

Curiosamente, a pessoa que mais nos rejeita, somos nós mesmos. E isso tem a ver com o que nós achamos, com o que pensamos que devíamos ser, ou fazer.

Às vezes criamos um modelo do mundo para nós próprios tão rígido e tão difícil de alcançar, que é quase impossível vivê-lo. 

E a rejeição leva à obsessão. Quando alguém se sente rejeitado, torna-se obcecado para ser aceite.

De uma forma ou de outra queremos sentir que somos aceites, somos amados e valorizados. 

Não faças depender o teu valor, de seres aceite ou validado por outra pessoa. 

Quer na crítica quer na rejeição, há duas coisas que precisas de desenvolver: 

Uma delas é a imunidade, ou seja, tornares-te imune à crítica e à rejeição. Não deixares que isso afete a tua imagem e a tua aceitação.

O segundo é colocares-te em causa. 

E colocares-te em causa, de certa forma, é contraditório à imunidade. Porque se te tornares demasiado imune, ficas tão cheio de ti próprio, que não escutas aquilo que a outra pessoa diz. 

Por um lado, deves desenvolver a imunidade, por outro deves colocar-te em causa.

Procura olhar para a crítica, e perceber o que a outra pessoa está a ver e que tu não estás a ver, colocando o foco naquilo que podes melhorar.

E acima de tudo, não leves as coisas a peito, não leves as coisas para o lado pessoal. 

A crítica não tem a ver contigo, tem a ver com a imagem que o outro tem de ti, do mundo, das crenças dele, e daquilo que para ele é importante. 

Deixo-te aqui a recomendação do livro “As Quatro Verdades” de Dom Miguel Ruiz. 

E como exercício, deves pensar:

  • Quando se sentires rejeitado e criticado, o que podes aprender com isso? 
  • O que podes retirar de valor disso? 
  • Como podes crescer com isso? 
  • Como podes usar este feedback a teu favor?

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